A mente solitáriade um homem louco. Eu sou a lenda

Um soldado honrado,  jornalista bem sucedido e um escritor exepcional, Richard Matheson se destaca não só pela sua carreira, mas também por sua maneira unica e marcante de contar e se envolver com suas hitórias,  de forma tão intima e original quanto a nona sinfonia de Ludwig van Beethoven , tanto é que foi ele quem escreveu o primeiro trabalho televisivo de Steven Spielberg, Duel, além de ser uma das maiores inspirações para, o já renomado, Stephen King, que, segundo ele “Dizer que R.Matheson inventou as histórias de horror é tão ridiculo quanto dizer que Elvis inventou o rock and roll- os puristas argumentariam: e quanto a Chuck Berry ou Little Richards”, contudo todos sabemos que o rock não seria o que ele é sem a influência de Elvis Presley, assim como a literatura de horror não seria a mesma sem R.Matheson.

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Eu sou a lenda, esse é o tema do meu artigo e, por favor, antes de prosseguir, caso sua unica referênvia a essa obra seja sua adaptação cinematográfica , com Will Smith, lançada em 2007, deixe tudo o que se lembra sobre ela de lado, não quero discutir o merito do filme, mas ele  não e necessariamente uma adaptação, e sim uma estória com pontos em comum e com referências ao livro.

escrito em 1954, Eu sou a lenda permeia um universo distópico, ao mesmo tempo que bebe dos clássicos de terror. Em um mundo assolado por uma praga impiedosa, homens, mulheres, criaças e quase todo tipo de animal foram infectados e se tornaram uma espécie de vampiro. Ouvindo dessa forma você pode achar isso um pouco clichê, ou até desinteressante, mas diferente do que a premissa sugere, o livro não tem os vampiros como protagonistas, a ideia do livro é contar a hitória do provavel unico sobrevivente imune à praga, Robert Neville, utilizando não só o que poderia ser visto a olho nú, mas também os pensamentos mais íntimos do personagem, revelando o quão pscologicamente uma pessoas poderia ser afetada depois de diversos traumas, além de viver constantemente com o medo e, pelo o que se pode notar em toda a obra, a questão de como é viver sozinho, com a irremdiavel solidão de uma vida sem proposito e importância.

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O livro foi separado em quatro partes, sendo a primeira em janeiro de 1976 e a última em janeiro de 1979, e em cada parte nós conhecemos um novo personagem, por vezes mais confiante e maduro, por vezes uma criança assusta a beira da loucura. Robert Neville era um soldado antes de tudo acontecer; ele era o típico soldado do pós guerra, tinha uma esposa e filha, se dedicava muito a sua família; ápos o incidente vemos que ele não passa de um misero resquício do que era. Muito engenhoso Neville se armou e adaptou sua casa para o novo mundo, claramente muito mais agressivo que seu antecessor, e assim como todo soldado ele seguia regras e padrões, e é nesse ponto onde o autor faz sua mágica. Padrões, monotonia e rotina são basicamente as palavras que descreviam as semanas de Neville, mas diferente do que estamos acostumados, sua rotina transbordava agonia; todos os dias, as 18 horas, Neville se acomodava em sua casa e espera o enxame eufórico e lancinante de vampiros que o cercavam por todos os lados, se tornando um Robson Crusoé adaptado aquele mundo, aprisionado em uma ilha, à noite, cercado por um oceano de morte, e, o que era ainda pior, uma morte que o provocava, tanto dentro de suas paredes, que deixavam-lhe seguro do “lobo mau”, sendo ela um meio silencioso de acabar com toda sua solidão e angústia que, pouco a pouco, fazia da sua conciência uma companinha tão ruim quanto seu medo; como fora de sua fortaleza, onde os vampiros eram seus antigos amigos e que, de diversas formas, o instigavam a sair de lá, chamando-lhe pelo nome incessantemente, o atordoar ainda mais, principalmente as mulheres que despertavam seus instintos básicos com poses lascivas e seduzentes, tornando suas noites, uma a uma, insuportaveis.

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Para Robert Neville, havia somente o presente, um presente baseado na sobrevivência diária, não marcadas por picos de alegria ou pelas profundezas do desespero. Em certo ponto, ele era quase um vegetal. E era assim que ela queria que fosse.

diferente de suas adaptações, o livro consegue ser o golpe na cabeça que desperta seus nervos em uma agonia prazerosa.Este definitivamente não é o livro que se lê antes de dormir, pois Richard Matheson é fluido com suas palavras e não te deixa largar o livro antes de termina-lo, já que palavra por palavra o autor se mescla com o personagem e te torna uma conciência terceira do protagonista, deixando claro o quão vivida uma história pode se tornar.

Por: J.Kepler

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