A conciência de uma mente sem alma: Ex Machina

Com grandes reflexões e despertando o que só uma distopia pode provocar, a sensação de curiosidade e apego a um mundo imperfeito e problemático, mas que no fundo tem seu lado positivo, Ex Machina é o primeiro trabalho de Alex Garland como diretor que, já em sua estreia, conseguiu se equiparar com filmes como Spotlight e Mad Max sendo indicado à estatueta de ouro como mehor roteiro original e levando para casa o Oscar de melhores efeitos visuais, superando o favorito Star Wars – O despertar da força. 

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Sem a presença de atores populares ou da fôrma hollywoodiana, Ex Machina é um filme de ficção cientifica, usando robôs como tema principal, totalmente a pária de todos os outros filmes que ultilizam dessa temática. O programador Caleb Smith (interpretado por Domhnall Gleeson que, curiosamente viveu um robô, na serie Black Mirror, que também discutia os limites da inteligência artificial) é convidado à casa de Nathan Bateman, um jovem gênio bilionário e excêntrico dono da empresa Bluebook (uma versão mais popular e dinâmica do google), que vive isolado nas montanhas como um ermitão com sua empregada Kyoko. Caleb aceita ser o componente humano do Teste de Turing que confirmara se o protótipo de inteligência artificial criado por Nathan é realmente confiável.

O filme discute, principalmente, a proposta do Teste de Turing, que consiste em testar o quanto uma inteligência artificial pode se parecer com uma pessoa. O teste é muito simples, uma máquina com inteligência artificial tenta convencê-lo de que ela realmente tem consciência; no filme, a máquina em questão se chama Ava, um robô com feições femininas que, pouco a pouco, tenta convencer Caleb de que ela não é só um amontoado de engrenagens e softwares avançados. As conversas entre Ava e Caleb colocam em debate a questão sobre o que é considerado ou não consciência, desconstruindo a ideia de que a consciência é algo exclusivamente humano, abrindo brechas para outras discussões ambíguas como: paixão, ética e moralidade. Mostrando problemáticas reais do desenvolvimento tecnológico.

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Com ótimos diálogos a história é repleta de abordagens científicas, mas que são explicadas de forma simples e didática; onde cada personagem consegue seu espaço em um roteiro limpo e direto. Ex Machina é o filme perfeito para mecher com seus neurônios e te deixar inquieto por uma semana; inteligente, simples e original ele foi merecedor do Oscar e também deve ser colocado na sua lista de filmes para os fins de semana onde só a netflix não dá conte sozinha.

Por: J.Kepler

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