Alien Covenant | Crítica

Você deve estar ansioso por este filme, afinal de contas é mais um filme da franquia Alien. Vamos rememorar um pouco nosso repertório sobre este universo, que antes de Prometheus teve um filme que foi um dos mais fracos da franquia Alien A Ressurreição. Seu antecessor foi Alien 3 que tomou medidas precipitadas. E recebemos uma das melhores sequências de todos os tempos que foi Aliens de James Cameron. Por fim, onde tudo começou temos Ridley Scott, o criador de toda essa franquia em Alien O oitavo passageiro, filme aterrorizante e inovador para sua época. Confira as notas do IMDB para estes filmes:

  • 8,5 – Alien O oitavo passageiro (1979)
  • 8,4 – Aliens (1986)
  • 6,4 – Alien 3 (1992)
  • 6,3 – Alien A Ressurreição (1997)
  • 7,0 – Prometheus (2012) * Pra mim esse é nota 6.

Ridley Scott retornou depois de 33 anos e fez Prometheus , que não convenceu. Não é um filme digno dos dois primeiros clássicos. Foi tão razoável quanto os dois outros citados (Alien 3 e Alien A Ressurreição). Agora o criador de Alien retoma com uma sequência, mas finalmente coloca no título a palavra “Alien” Covenant.

E o filme tem um bom ritmo de terror e suspense, ainda que utilize os clássicos clichês de sustos de Alien, o filme consegue ser tenso e surpreendente em algumas cenas. A trilha está muito bem amarrada com os momentos de desespero e correria, aliás nisso, Covenant está melhor que Prometheus. Você vai sair tenso do cinema e isso é um mérito.

A grande sacada da criatura entendendo seu contexto e se recriando em sua loucura foi um ponto forte do filme. Não vou entrar em spoilers, mas existe um bom conceito no filme que vai fazer você refletir sobre como a criatividade e a criação estão associadas à loucura, terror, foco e obstinação.

O fato é que o filme ainda não alcançou os clássicos. No entanto ele seria um ótimo filme se fosse a junção de algumas partes de Prometheus somando com a sacada de Covenant e uma pitada de ousadia. Fica claro como os dois filmes recentes de Ridley Scott estão arrastados e poderiam ser apenas 1. O criador Ridley Scott tentou fazer as pazes com sua criação, mas não conseguiu. Na minha humilde opinião ele deveria ter chamado o diretor Neill Blomkamp para tentar realizar algumas ousadias, dignas do primeiro filme de 1979. Mas o criador deve estar louco mesmo e indomesticável.

Por Mauris Poggio
NOTA

 

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