Prison Break – “Phaeacia” | Review

Um tema muito discutido por fãs de séries é sempre o formato de cada série, ainda não conseguimos chegar em um acordo sobre quantos episódios é o suficiente para ser uma série boa. Porém nenhuma série deve ser medida pela quantidade de episódios, claro que isso influencia muito na hora da escolha de uma série, mas não passa de uma coisa pessoal. Mesmo isso sendo pessoal, é fato que séries com uma quantidade grande de episódios geralmente são prejudicadas, precisando esticar o máximo possível a trama para completar a média de 20 episódios, deixando a série com uma barriga nos episódios do meio da temporada, enquanto os episódio que realmente importam estão no começo e no final. Algumas produções mais curtas, com média de 10 episódio por temporada, a famosa enrolação não é tão presente, existe, mas não é comum, pois o pouco tempo para se trabalhar, é o suficiente para contar uma história sem enrolação.

Agora quando uma série curta, com poucos episódio, deixa de ter algo bom o suficiente para ser relevante ou caminhar sozinho e parte para a enrolação, é algo muito preocupante. Isso começou acontecer em Prison Break, e não é nada bom para a série. A série retornou para uma nova temporada depois de um final controverso. Mesmo com um final certo para seu personagem principal, a série voltou para a nova temporada, e todo aquele final construído, precisou ser transformado em uma mentira, para que uma nova trama surgisse, além de complicado, não é nada bom.

Com uma trama previsível, com repetições no roteiro a série anda aproveitando coisas já utilizadas antes, sem muita originalidade. Por se tratar de um revival é normal a identidade das temporadas anteriores estarem presente nessa nova, o problema é que meio que a ideia se esgotou, dessa vez estão gastando ainda mais as ideias. Com seis episódios, dos nove da nova temporada, a impressão que se tem da série é: enrolação. Os episódios mais recentes, não estão evoluindo em nada a trama, apenas mostrando o que já é óbvio, não importa o que aconteça, tudo vai dar errado, não é mais novidade e na verdade chega até ser repetitivo.

Introduzindo algumas cenas de ação, com explosões, tiros de metralhadoras e até brigas mano a mano é feito apenas para tentar impressionar os espectadores que acham que isso deixa a série boa, enquanto o que realmente importa, é deixado de lado. Cenas de ação deixaram de ser sinônimo de coisa boa a um tempo atrás, os valores são outros, ação é um deles, claro, mas não é só isso. Prison Break está fugindo do caminho de ser bom, para se tornar mediano. Pode ser apenas a barriga no roteiro, que é um desperdício de ideia, já que a série conta com apenas nove episódios, deixando o conteúdo mais compacto para se trabalhar, enquanto as temporadas anteriores contavam com mais de vinte episódios. Por enquanto a conclusão é: não tinha mais história para contar. Se não conseguiram fazer coisas novas em seis episódios, é porque realmente o revival foi feito por um motivo diferente de apenas contar uma história que não teve fim.

Por Gabriel Stuchi

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