Flash – 3ª Temporada | Crítica

The Flash colaborou muito para o universo da DC na TV, com personagens importantes e carismáticos, logo tomou as atenções de Arrow para si, e foi considerada a mais importante no Arrowverse da CW. Fez decisões importantes na primeira temporada, e mostrou-se determinada em adaptar o universo do velocista escarlate na TV, enquanto a segunda temporada foi responsável em expandir este universo, quando fomos apresentados ao multiverso. Os produtores e roteiristas tiveram um grande trabalho ao precisar apresentar diversas Terras para o espectador comum. De certa forma até foi possível apresentar um conceito novo para o público, mas nesta terceira temporada o Flash se tornou o que o Flash dos quadrinho é: um personagem complicado. Tome como exemplo a morte de Barry Allen durante a Crise das Infinitas Terras nos anos 1980, pois o personagem tinha se tornado algo confuso para os leitores.

O terceiro ano de Flash começou com a promessa de adaptar um dos arcos mais conhecidos e importantes do personagem, o Flashpoint ou Ponto de ignição, onde estava claro que todo o universo de séries da DC na CW iria ter mudanças. O arco era perfeito, bem introduzido no final da temporada anterior, porém as mudanças não ocorreram de forma significativa nas outras séries do estúdio, foi importante para a própria produção, mas como universo compartilhado, faltou um pouco de coragem para realizar o esperado em um Flashpoint.

[Possíveis SPOILERS a partir daqui!]

Todo o conceito de multiverso e viagem no tempo, apresentado na segunda temporada, é retomado novamente, e serve de ponto principal para a trama do começo da temporada, porém ao decorrer dos episódios e principalmente próximo do término dela, fica muito visível que a regra de viagem temporal é perdida no meio do caminho. Pode até ser que para os produtores seja bem definidas, mas para o espectador é confusa. As mudanças feitas no presente não afetam a linha cronológica do futuro, e isso ficou claro em um dos episódios finais da temporada, onde utilizam um artifício que nos dias de hoje, já não faz muito sentido. Perda de memória é uma forma muito clichê de tentar resolver um problema, ainda mais se tratando do final da temporada. Quando Barry perde a memória em uma tentativa frustrada de apagar somente as memórias de curto prazo, para que Savitar não lembrasse dos planos do Barry do presente, os dois acabam ficando com amnésia, pela lógica todo o futuro seria mudado após o velocista perder a memória, porém isto não aconteceu, apenas fez com que Savitar sofresse de amnésia também. O mesmo erro cometido da primeira temporada, onde Eddie Thawne se matou para romper a linha de descendentes para evitar que Eobard Thawne existisse. Todos os feitos do Flash Reverso, até mesmo a criação do Flash, não deveriam ter acontecido, ou pelo menos, não daquela maneira. Mas nada disso foi respeitado. E novamente temos algumas regras quebradas.

As mudanças na linha temporal do passado, afetam totalmente o presente. A mudança no presente afeta o futuro. Enquanto alterar o presente, não afeta em nada o presente. Isso e algumas outras coisas acabam enfraquecendo a série. Decisões precipitadas fazem com que a série que teve o primeiro ano muito bom, chegasse em sua terceira temporada totalmente confusa e perdida no seu próprio universo.

Esqueceram de focar no herói para voltar a focar nos dramas pessoais. Todo o drama dos personagens foram elevados mais um pouco para alcançar uma carga dramática ainda maior sobre os personagens, além de dar muita importância para personagens que não chegaram a ser secundários, no caso de Wally que a temporada inteira foi construído para ser o principal velocista no próximo ano, porém não foi capaz nem de ser personagem secundário, por muitos momentos totalmente esquecido na trama, tendo episódios que nem participação teve.

Os destaques novamente vão para Tom Cavanagh que novamente conseguiu entregar um personagem diferente dos anteriores, mostrando que consegue atuar de formas diferentes interpretando praticamente o mesmo personagens, desta vez como H.R, perdeu um pouco de espaço no elenco, mas ainda sim fez um ótimo trabalho, provando sua importância na temporada. Além de Cavanagh, novamente Jesse L. Martin acaba sendo um dos destaques do elenco. O Team Flash ganhou mais um membro, a entrada de Julian (Tom Felton) para o elenco não foi tão significativa ao ponto de deixar o ator marcado na série, mas ainda faltou um pouco mais de espaço na trama para ele se destacar como os outros.

Infelizmente The Flash foi assombrado pelo fantasma da terceira temporada (que um dia passou por Arrow), e conseguiu entregar a pior temporada da série até o presente momento. Nem mesmo o final ou a adaptação do Flashpoint foi capaz de salvar a temporada do desastre.

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Por Gabriel Stuchi

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