Falando sobre Mulher-Maravilha | Crítica

“Quero começar dizendo que esse filme realmente é uma MARAVILHA

A partir deste dia 1º de junho o mundo dos super-heróis ganha uma nova vida com a volta da Mulher-Maravilha aos cinemas. Agora ela volta para nos contar a sua história e as suas origens, em seu primeiro filme solo em mais de 75 anos de existência.

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O longa conta a história de Diana (Gal Gadot), Princesa das Amazonas, que foi treinada para ser uma poderosa guerreira por sua mãe Hippolyta (Connie Nielsen)  e sua tia General Antiope (Robin Wright). Vivendo em Themiscyra, uma ilha escondida habitada apenas por mulheres vivendo em grande paz e harmonia, até cair o avião que carregava Steve Trevor (Chris Pine). Steve é ​​interrogado pelas amazonas e diz que ele é um espião tentando acabar com a “grande guerra”. Diana se vê com obrigação de ajudar Steve a acabar com a guerra, aí começa sua jornada rumo a Londres.

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A atuação de Gal Gadot prova que ela não é apenas um rosto bonito. Seu desempenho é extraordinário, e sua atuação realmente conecta o público com a personagem. Ela realmente faz você sentir a dor que ela vê quando ela testemunha as repercussões da guerra. Ela também faz um excelente trabalho retratando seu fascínio do novo mundo que ela está descobrindo, além de seu relacionamento com Steve Trevor. A sua atuação no filme é um “tapa na cara” de quem a criticava.

Eu tenho que admitir que eu gostei de ver Chris Pine neste filme. Chris além de ser agradável de assistir também forneceu alguns momentos de alívio cômico especialmente em suas cenas com Gal. Suas discussões sobre o sexo oposto são bastante divertidas e ainda refletem aos dias atuais. A equipe que os acompanha na jornada também cativa a plateia com as simpáticas prestações de serviço de Eugene Brave RockSaïd Taghmaoui e, em especial, Ewen Bremner. Etta Candy (Lucy Davis) também é uma personagem que também merece créditos em seus momentos de tela.

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Há boas cenas com a Doutora Veneno (Elena Anaya) e com o sinistro General Ludendorff (Danny Huston). Ares está no centro da transformação de Diana em Mulher-Maravilha, mas o longa fica entre tratá-lo como um inimigo comum e um ser multifacetado, sem sucesso em nenhum dos lados. 

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Sem querer dizer muito do restante do filme e já pulando paro o ato final, que cai na velha síndrome hollywoodiana de elevar a ação em detrimento da coerência. São minutos de muito barulho, sem qualquer contribuição direta para a lição que a heroína precisava aprender sobre a humanidade. É um momento que chega a divergir das escolhas visuais da diretora Patty Jenkins, que troca o tom retrô e prático por uma pirotecnia digital.

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Patty Jenkins foi a escolha perfeita para levar a Mulher-Maravilha para o cinema, ela traz alguns elementos diferenciadores ao género e  nos mostra que há ainda quem queira lutar: pela paz, pelos direitos das mulheres e por algumas – ainda que ligeiras – mudanças nos filmes onde os homens é que reinam.

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Mulher-Maravilha é um filme de super-heróis que se destaca dos outros, pois a história forma e desenvolve os personagens primeiro em vez de simplesmente jogá-los diretamente na batalha. O longa gasta muito tempo criando uma história de fundo para seus personagens e dando ao público uma razão para se preocupar com eles. Portanto, a maioria do tempo de execução do filme é dedicada a construir os personagens antes de se tornar realmente um filme de super-heróis. Esta é uma das muitas razões pela qual é elogiado tão bem narrativamente.

As questões do mundo real, como o racismo e o sexismo, também estão bem integradas na história e, embora alguns momentos possam ser um toque muito óbvio, nunca são prejudiciais. Na maior parte, as mensagens encorajadoras são bem manejadas, mantendo-se alinhadas com o espírito esperançoso e otimista da própria Mulher-Maravilha. Alguns dos elementos da guerra são, infelizmente, oportunos (particularmente com os recentes ataques de gás na Síria), adicionando ainda mais ressonância do que era esperado.

Há uma série de razões pelas quais este é um filme importante para os nossos tempos, e não menos importante é o fato de que este é o primeiro filme feminino da atual era do super-herói e que Jenkins é a umas das primeiras diretora a dirigir um filme com um orçamento de mais de US $ 100 milhões (estima-se que Mulher Maravilha tenha custado US $ 120 milhões), Katheryn Bigelow, por comparação, gastou US $ 100 milhões para o K-19: The Widowmaker, quinze anos atrás. Mais do que as implicações sociais e políticas, Mulher-Maravilha é um filme que mantém a esperança e até mesmo inocência, e toca uma série de questões que afligiram a humanidade. 

Posso dizer que a DC se encontrou nos cinemas e com seu desempenho, me mantenho otimista com o filme da Liga da Justiça que chegará aos cinemas em novembro.

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Por: Pedro Furtado

3 comentários em “Falando sobre Mulher-Maravilha | Crítica

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