Better Call Saul – 3ª Temporada | Crítica

Better Call Saul começou apenas como uma simples série derivada de Breaking Bad e ao longo de três temporadas se tornou uma maneira de Vince Gilligan retomar seu primeiro trabalho autoral e experimentar mais um pouco, brincar mais com seus personagens e o principal, criar mais uma série de sucesso. Se na primeira temporada existiam dúvidas sobre o que se tornaria um prelúdio de uma história fechada, hoje, após três temporadas não restam dúvidas que Gilligan e Peter Gould sabem o que fazem e têm todo o controle da série em suas mãos.

É impossível falar de Better Call Saul sem comparar Breaking Bad, ciente disso, Gilligan provoca seu público ao referenciar seu trabalho anterior de forma primorosa ao relembrar algumas cenas e utilizar a mesma técnica de filmagem, posicionamento de câmera, ângulos bem observados, cores e fotografia. Além do cuidado aos detalhes tomados durante os episódios, observando e trabalhando muito bem com o ambiente ao redor. Esse tipo de cuidado é essencial para está série, principalmente por se tratar de uma série que foi criada graças a uma, considerada por muitos, obra-prima.

Além de um ótimo trabalho de roteiro e direção, a série conta com um elenco que no terceiro ano se mostra ainda mais afiado e sincronizados que os primeiros anos da série, não que havia defeito anteriormente, longe disso. A questão é que os personagens são tão bem trabalhados que os atores se saem bem automaticamente. Mesmo após duas temporadas os personagens continuam sendo explorados e até mesmo após o término deste novo ano da série, fica nítido a capacidade do diretor e roteiristas a continuar explorando esses personagens até mesmo durante mais algumas temporadas e isso acontece por méritos próprios e com ajuda de um elenco excelente.

Better Call Saul deixou de ser apenas um passado para o advogado trambiqueiro para se tornar algo maior quando decidiu apostar em Mike e construir uma trama individual, mas ainda dependendo e utilizando Jimmy em alguns momentos para contar todo seu envolvimento com  Gus Fring e Hector Salamanca. Com alguns momentos com maior destaque na obra, Mike carrega ótimos momentos na série, principalmente por trazer a tela novamente um personagem tão aguardado pelo público mais fiel da série antecessora. Junto a Gus, Mike brilha muitas vez até mais que o próprio protagonista da série, mas ainda assim não é o suficiente para dizer que a série é sua, já que em alguns momentos, principalmente durante os conflitos entre Jimmy e Chuck a dupla de atores junto ao diretor mostram que competir com está série será algo difícil de acontecer de tão brilhante que todos se comportam durante as execuções. Evoluindo ainda mais a série e os personagens.

A série se torna ainda mais interessante ao se apegar aos detalhes, assim como Gilligan faz. Cada coisa mostrada ou cada detalhe imposto não apenas ilustração, existe um motivo e Gilligan sabe muito bem trabalhar e aproveitar isto para acrescentar ainda mais para sua série. Com mais uma temporada, o showrunner eleva ainda mais o nível do seu trabalho executando e finalizando sempre com aprovação e fazendo do seu universo ainda maior provando que muita coisa ainda pode acontecer. A terceira temporada de Better Call Saul finaliza bem, mesmo com alguns episódios um pouco a baixo do padrão, mas não fora da média, é  notável o quão bem é escrita e dirigida.

fusi-nota9

Por Gabriel Stuchi

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s