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Jogos de luta em 2017 – Marvel vs Capcom

A série Marvel VS. Capcom teve seu início antes mesmo do crossover ser realizado. Já tendo trabalhado com propriedades intelectuais da Marvel anteriormente em beat n’ ups, a Capcom aproveitou a popularidade do gênero de luta na época e a alta do grupo de mutantes em destaque na mídia pela série animada e em 1994 lançou X-men: Children of The Atom para os arcades. O jogo trazia gráficos muito superiores a Street Fighter II Turbo, mostrando do que a nova placa CPS2 era capaz ao ponto de que sprites de personagens desse jogo continuariam sendo usados seis anos depois.

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O jogo apresentava doze personagens iniciais, divididos em heróis e vilões, e mais um secreto acessível por um código na tela de seleção. Aqui já vemos o primeiro flerte da capcom em direção ao futuro crossover: Akuma, de Street Fighter, era esse personagem secreto e mostrava uma interação incrível com o restante dos personagens. Os sprites do personagem ainda eram os usados em Street Fighter II Turbo, sendo substituído pelo novo no próximo jogo da franquia.

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Assim como Darkstalker já havia seguido o exemplo de jogabilidade instituído por Street Fighter II, X-men: Children of the Atoms chegou com golpes respectivos aos famosos hadouken e sonic boom. Rápido e fluído, sendo possível encaixar uma sequência de 10 hits entre fraco, médio, forte, golpes especiais e super combo com alguma prática. Aliado a velocidade frenética do gameplay, novas mecânicas de golpes para alguns personagens garantiram a maior variação de movimento em jogos de luta da Capcom até então.

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Um ano depois Marvel Super Heroes chegava aos arcades. Reaproveitando 4 personagens do jogo anterior e com 6 novos, o jogo agora trazia outros heróis além de mutantes. A jogabilidade ainda mais frenética absorveu mecânicas de Street Fighter Zero, como a barra de super combo tripla, e trouxe uma mecânica de boosts de velocidade, força etc com as jóias do infinito.

 

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O primeiro crossover só foi acontecer de fato no final de 1996, com X-men vs Street Fighter. 17 personagens, todos com os sprites belíssimos usados nos jogos feitos na CPS2 anteriormente. A arte de Street Fighter Zero casou muito bem com a identidade visual da Marvel que a Capcom havia construído nos últimos jogos.

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Com o sucesso de jogos com batalhas em times como The King of Fighters, da concorrente SNK, a Capcom lança seu primeiro jogo com batalhas em duplas, mas com o diferencial de troca em tempo real. O exagero em super pulos e super combos visualmente explosivos feito em Marvel Super Heroes é ainda maior no primeiro crossover inaugurando o que seria uma marca estética por longo da série. O ápice do show gráfico se dava em realizar o super-combo com ambos os personagens

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O próximo título da franquia, ainda sem o nome que seria definitivo, foi lançado em 1997. Marvel Super Hero vs Street Fighter chegou pouco tempo depois, sem personagens inéditos, mas dessa vez com participações do elenco de Marvel Super Heroes.

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Foi responsável por inaugurar a assistência na série, comando usado para que o personagem fora da tela apareça e use um golpe especial. O jogo tinha 17 personagens iniciais e 6 secretos, obtidos apertando a sequência correta de botões na tela de seleção; que na verdade eram personagens existentes com outras cores e golpes ligeiramente diferentes.

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Marvel vs Capcom: Clash of Super Heroes foi lançado em 1998 e tirava o máximo da placa CPS2, todos os super combos eram exagerados ao ponto de cobrir a tela inteira, o visual era uma explosão de cores e movimentos. Tinha 15 personagens, sendo que muitos faziam a primeira aparição na franquia e 6 secretos que seguiam o exemplo do antecessor. Trocou a assistência com o segundo personagem por uma escolha aleatória de assistência antes de cada partida, dessa vez com limite.

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Em 2000 a capcom fazia sua primeira experiência de jogo de luta fora de uma placa CPS, Marvel vs Capcom 2: New Age of Super Heroes foi desenvolvido na SEGA Naomi. Com o desenvolvimento do arcade feito na placa da sega, o port para consoles foi feito especialmente para o Dreamcast que tinha a proposta de ser um aparelho para portar arcade.

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A melhoria gráfica, no entanto, foi apenas nos cenários que ganharam aspectos 3D, pois os sprites da maioria das personagens foram reaproveitados dos jogos anteriores, inclusive sem receber o tratamento adequado para que todos ficassem anatomicamente coerentes e com a mesma direção de arte.

Personagens de todos os títulos anteriores da franquia e mais da série Street Fighter Alpha, Darkstalker, Resident Evil e Star Gladiator compunham um elenco de 56 personagens jogáveis. Em meio a tantas possibilidades temos inclusive duas versões do Wolverine, com as garras de adamantium e de osso.

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As partidas agora eram 3×3, tornando imprescindível o uso do suporte para quebrar e iniciar combos; combinando precisão com o aspecto frenético e colorido de vários personagens aparecendo e sumindo na tela o tempo todo, Marvel vs Capcom 2 foi aceito como uma excelente continuação no quesito jogabilidade. Inclusive o sistema de botões mudou para beneficiar essa nova mecânica, reduzindo de três potências de soco/chute para duas e dedicando os outros dois botões para as assistências.

A capcom também investiu pesado no multiplayer online, ainda que apenas no japão, criando inclusive um sistema de pontos para se gastar com conteúdo dentro do jogo. 2 anos depois o game foi portado para ps2 e xbox, mas apenas o console da Sony teve suporte ao online. Marvel vs Capcom 2 teve  seu servidor desligado em 2004, oficializando a entrada da franquia no limbo que atingiu o gênero de luta nos anos 2000.

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Foi somente em 2011, depois que Street Fighter IV pavimentou o caminho na nova geração de consoles, que a franquia VS ganhou um novo e excelente respiro. Marvel VS Capcom 3: Fate of Two Worlds chegou na ascensão de popularidade do universo cinematográfico da Marvel e depois do lançamento de diversas novas franquias da Capcom no ps2, possibilitando um elenco de 36 personagens que, mesmo reduzido, comparado ao antecessor tinha muito mais personagens inéditos.

Mesclando os astros do cinema e personagens secundários carismáticos da Marvel de um lado e personagens de novas franquias com revivals de antigas da Capcom do outro unidos por uma única direção de arte trouxeram um dos mais belos gráficos do gênero da última geração. Tentando transpor o frenesí audiovisual dos jogos anteriores optou-se por seguir uma linha menos realista de modelagem 3D, mas que encaixou-se perfeitamente com a proposta da série.

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Ainda em lutas de 3×3, mas com a jogabilidade completamente refeita, o quinto jogo da franquia VS, ainda que com 3 no nome, era o produto mais original da franquia desde 1996 com X-men VS Street Fighter. Agora o jogo contava com um esquema de golpe fraco, médio, forte e levantar que facilitou a execução de combos que passam da casa dos 20 hits e a introdução do X-FACTOR, que se utilizado dava um aumento de força, velocidade e recuperação de vida.

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Menos de um ano depois foi lançado Ultimate Marvel vs Capcom 3, com rebalanceamento de personagens, novo design de telas de seleção e HUD e a adição de 12 personagens.

Após a aquisição da marvel pela disney, houveram algumas complicações com os direitos de imagem nos games, já que a nova dona queria implantar o universo Disney Infinity nos games. Depois do fracasso dessa tentativa, em 2016 foi anunciado o sexto jogo da franquia. Marvel vs. Capcom: Infinite (coincidência ou ironia?) chegará em setembro de 2017 para ps4, xone e pc focando o público gigantesco de qualquer produto que envolva super-herói

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Teremos um enfoque muito maior na história, talvez similar ao visto na franquia concorrente Injustice, a volta de partidas 2×2 e um esquema similar ao Marvel vs Capcom 2, com duas forças de soco e chute. Engana-se quem achou que isso seria uma volta para os aspectos técnicos da franquia, já que o game conta com um sistema de auto-combo, sendo executado pressionando o botão fraco repetidamente e a simplificação dos hyper-combos.

Os personagens não tiveram grandes alterações do lado da capcom, mas no outro houveram substituição de mutantes por outros personagens do universo cinematográfico Marvel. A Capcom também revisita um conceito de jogabilidade que havia deixado de lado antes mesmo a da franquia começar: as gemas do infinito de Marvel Super Heroes.

Já foi anunciado um sistema de passe de temporada semelhante a Street Fighter V, com personagens, roupas e cenários chegando todo ano. O título disputado na EVO 2017 ainda será Ultimate Marvel Vs Capcom 3.

Por Caio Gelmo.

Veja nossas impressões e gameplay de Marvel vs Capcom Infinite, clicando aqui. 

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