Star Wars: The Last Jedi | Crítica

A Força é algo que realmente nos surpreendeu nos filmes de Star Wars. Na trilogia clássica foi o que impulsiona Luke Skywalker em sua jornada até conseguir salvar seu pai. Já na trilogia prequel podemos ver a Força como condutora de Anakin Skywalker e sua decadência para o Lado Negro. Por fim temos agora a nova trilogia em que mostra Rey, poderosa e misteriosa protagonista. Em The Last Jedi a Força está tão cheia de novos truques e uma gama de possibilidades superficiais que acabam caindo no vazio do óbvio tornando o filme desinteressante.

Se prepare para ter algumas respostas sobre os mistérios desta nova trilogia. Mas a escolha narrativa é lenta inicialmente e cheia de mecanismos superficiais, ficamos com aquela sensação de que o filme não tem coragem de fazer uma escolha e se prepare para a famosa enrolação.

O filme quer que você esqueça conceitos que tem sobre alguns personagens e simplesmente aceite os novos rumos narrativos. Mas não foi executado de maneira convincente. É muito difícil acreditar o que estamos vendo em alguns momentos.  Algumas piadinhas iniciais não funcionam. Conceitos e personagens criados em O Despertar da Força, são ignorados ou tratados de forma simples, quase que por obrigação. Agora está claro porquê querem J. J. Abrams novamente no próximo episódio da saga.

As câmeras lentas chegaram em Star Wars. Vou pegar leve aqui pois foram apenas duas cenas rápidas. Mas incomodaram. Incomodaram muito.

Existem escolhas muito ruins no filme em alguns cenários. Me permitam desabafar, mas nos apresentaram um planeta que funciona como se fosse “Las Vegas”, um cassino. E não é que eles utilizaram várias referências terráqueas? Fichas de apostas, mesas de poker, Máquinas de azar, baralhos e até estouram uma champanhe. Onde está aquela sensação de ver algo diferente da nossa lógica? De ver algo que não seja possível explicar, que seja tão estranho e alcance a percepção que estamos realmente em uma galáxia muito distante?

A distância com os filmes clássicos é alta em termos de qualidade narrativa. Ainda que exista muitas referências da primeira trilogia, isso agrada momentaneamente pois somos jogados para a realidade simplória com alguns novos personagens que não convencem. Existe uma tentativa de conflitos entre aliados, algo inédito, mas é pura miragem simplória. Não há profundidade.

As cenas das batalhas das naves chegam a ser melhores que as cenas de lutas de sabre de luz, o que já mostra um baita demérito do filme. Existem alguns acertos, poucos, mas bem feitos: o cenário final e climax são interessantes (bela fotografia) e existe uma cena específica com Leia que é realmente inovadora e bela.

Mas vou confessar uma coisa para você: eu já assisti todos os filmes de Star Wars mais de uma vez no cinema. Todos. Este é o único que eu não quero rever. Entendo a proposta do filme, inclusive ele sempre está se justificando no discurso de Luke, mas mesmo ouvindo a voz da sabedoria que aparece em um momento nostálgico,  não é possível torcer e ficar satisfeito com os caminhos da força neste capítulo da saga.

Mauris Poggio

nota-65

2 comentários em “Star Wars: The Last Jedi | Crítica

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