Solo: uma história Star Wars | Crítica

Um dos segredos para aproveitar qualquer coisa da vida é controlar suas expectativas. Isso vai desde aspectos profissionais até amorosos. Não é fácil, mas quando conseguimos pode ser recompensador. Comento sobre isso, pois foi assim que me preparei para ir ao cinema assistir ao novo filme do universo Star Wars, Solo: uma história Star Wars (2h15min).

A produção do filme seguiu a mesma linha do Rogue One, ou seja, com muitos problemas. Os diretores contratados, Phil Lord e Chris Miller (21 Jump Street e Lego Movie) não conseguiram satisfazer as exigências da Lucasfilm e acabaram sendo demitidos com aproximadamente 70% das filmagens concluídas. Para substitui-los, foi escalado Ron Howard, diretor veterano e com bons filmes no currículo (Willow é o meu preferido).

Finalizado o filme, os primeiros trailers foram divulgados, gerando um pouco de “mixed feelings” na maior parte dos fãs. Muito por conta do personagem principal, Han Solo. Ou melhor, por conta do ator que daria vida a um dos personagens mais importantes de Star Wars. A tarefa de Alden Ehernreich (ator pouco conhecido do grande público) não era fácil. Substituir Harrison Ford é praticamente impossível e agradar a maioria dos fãs (que podem ser bem chatos) de Star Wars também.

O filme ainda conta com outros atores muito mais talentosos, como Donald Glover e Woody Harrelson, respectivamente Lando Calrissian (que está muito bom) e Tobias Beckett (o mentor do Han Solo).

Sendo um filme de origem, ele passa por diversos clichês do gênero, chegando ao cumulo de uma cena que se explica o sobrenome Solo pelo falo dele ser…isso mesmo, você acertou, sozinho. Uma das cenas mais esperadas do filme, o encontro entre Han e Chewbacca, é bem interessante e a construção da amizade entre os dois não é muito forçada e se desenvolve bem ao longo da história. Emilia Clarke está relativamente ok como o interesse amoroso, mas não podemos esperar muito dela no filme, infelizmente.

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No fim das contas, a história serve para responder algumas perguntas que ficariam melhor não respondidas. Ou seja, um filme totalmente desnecessário, já que os mistérios envolvendo Han Solo eram elementos inerentes à construção do personagem e de sua função na saga, especialmente nos dois primeiros filmes.

Falando isso, a pergunta que fica é: o filme é bom? Sim, é bom e minimamente divertido, já que poderia ser bem pior. Mas não espere mais nada do que um verdadeiro “entretenimento pipoca”. Vá com o coração aberto, sem grandes expectativas (lembra do começo do texto?) e aproveite para não pensar muito por umas duas horas. Não sai do cinema empolgado, querendo mais daqueles personagens, mas feliz por não ter achado o filme horrível.

Ps: tem um personagem que aparece quase no fim do filme que foi uma surpresa bem agradável, mas ainda não sei como vão utilizá-lo em outras histórias.

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Rui Dias

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