Samantha! | Crítica

Que tal uma série rápida, divertida e com muitas referências aos velhos modelos de programas de palco que até hoje funcionam no meio que está fadado a morrer ou pelo menos mudar no futuro: a TV.

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A série conta a história de Samantha, uma criança que cresce no meio da TV e com o passar do tempo se torna uma celebridade obsoleta. A proposta da série é exatamente satirizar os diversos programas que existem na TV aberta e a selvageria cega pela audiência, mas tudo com muito humor e com personagens adoráveis.

A família de Samantha é a mais interessante e mostra o conflito claro de gerações que nasceram em contextos diferentes de tecnologia e cultura. A edição é muito boa, particularmente no terceiro capítulo, onde existe um programa chamado “Enjaulados Kids” que é uma alusão clara aos programas que expõem as crianças, mas de forma bem caricata e divertida.

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Além de ser divertido, existe uma pitada de crítica e reflexão sobre a própria mídia e que mesmo com a Internet, a insanidade de programação fútil e pouco produtiva, também vai existir. Mas no fim o que importa é se divertir.

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Netflix se torna um gigante

Parece que foi ontem que a Netflix começou, em 2011, a trabalhar com conteúdo próprio, lançando House of Cards. Ninguém imaginava que apenas 7 anos depois ela se tornaria a empresa que gasta com conteúdo mais do que qualquer estúdio em Hollywood, com números entre 12 e 13 bilhões de dólares.

Enquanto a Warner Bros. lança 23 filmes este ano, a maior quantidade dentre os grandes estúdios e a Disney, que é o estúdio que mais faz dinheiro no mundo, lança apenas 10, a Netflix se prepara para lançar 82 filmes em 2018.

No lado das séries, as proporções são mais gritantes. Enquanto as redes de TV costumam trabalhar com um número em torno de 12 títulos ou um pouco mais, a netflix vai produzir ou adquirir 700, entre dramas, comédias e documentários.

Pode parecer loucura e inconsequência por parte de Ted Sarandos, chefe de conteúdo da empresa, mas o fato é que os negócios estão indo muito bem pra eles e não há nem sinal de que as coisas vão desacelerar.

Fonte: The Economist

Dynasty – Série do Netflix Crítica

Dynasty é a nova série do Netflix e conta (por enquanto) com 5 intensos episódios. A série é um reboot mais moderno baseada em uma série dos anos 80. Ela retrata a vida das duas famílias americanas que tem um império de muitoo muito poder e dinheiro, mais muito muito dinheiro. Como eles controlam e fazem fortuna, como eles controlam seus filhos e etc.

A série tem um mix de assuntos relacionados a poder, escândalos, negócios, dinheiro, etc. No seu cast, podemos encontrar atores como Grant Show (ator conhecido pelo seu papel de Jake Hanson em Melrose Place) que faz o papel de Blake Carrington, Nathalie Kelley (conhecida por ter feito o papel de Sybil em “The Vampires Diaries”) como sua esposa Cristal Flores, Elizabeth Gillies que faz o papel de Fallon sua filha, e James Mackay que representa Steve seu filho.

Dynasty é tipo uma novela sobre as “Kardashians”,  mas focada em poder e dinheiro. Apesar que quando falamos nas Kardashians a gente vê notícias mais relacionadas a casamento, filhos e vida cotidiana, na Dynasty tem um pouco também do dia-a-dia deles, mas a maior parte se fala dos negócios e como cada membro da família tem uma visão diferente um do outro, cada dia podemos conhecer um pouco mais de cada um dos personagens. Mas o enredo principal, o que faz a roda virar é a estória sobre Cristal Flores, que tem um passado um tanto quanto obscuro e se casa com Blake Carrington. Antes de se casar com ele, ela tem um caso com Mathew Blaisel (Nick Weshler) que é o engenheiro que trabalha para os Carrington e Blake descobre que eles tiveram um caso pois Fallon sua filha manda uma foto pra ele mostrando que a sua noiva não é alguém que ele pode confiar, mas mesmo assim ele casa com ela e no dia do seu casamento acontece um acidente e Mathew morre.

Com esta morte no meio da estória, podemos conhecer paralelamente cada um dos personagens, uma delas é a estória de Fallon, filha mais nova de Blake, ela quer que seu pai passe os negócios para a mão dela, e vai fazer de tudo (trabalho sujo inclusive para que isso aconteça) isso por que Fallon faz de tudo para que seu pai tenha orgulho dela, mas infelizmente para ela, seu pai dá o cargo de COO de sua companhia para Cristal (sua atual esposa), que deixa Fallon totalmente irritada e começa a trabalhar com a família Colby (que aparentemente seu pai odeia). Até aí tudo bem, mas Fallon passa dos limites quando ela tem acesso a um video de Cristal tendo relações com o Mathew e deixa vazar na media. Quando seu pai descobre, ela é expulsa de casa, e por ser super egocêntrica, está enfrentando problemas trabalhando com a família Colby (que seu pai detesta).

A série lança o seu sexto episódio no dia 16 de Novembro e vamos continuar assistindo e ver se esta morte foi algo planejada ou um acidente. Apesar que já acharam um culpado para esta morte, mas acho que foi muito fácil… 

Por enquanto estou gostando, e acho que a série tem potencial para ir longe. Vamos aguardar…

 

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Death Note | Crítica

Death Note é um dos mais aclamados animes dos últimos anos e contém uma legião de fãs ao redor do mundo; e nessa sexta-feira (25), a Netflix lançou sua adaptação do projeto para o seu serviço de Streaming; e desde seu anuncio, muitos esperavam que o longa traria uma grande qualidade para uma adaptação de animes em geral; e vindo de diversas polêmicas desde o início até o final do lançamento da produção, que acabou se tornando um projeto fraco e falho em diversos aspectos.

Para os fãs mais antigos da série, muitos esperavam que os temas mais discutidos no anime fossem mostrados – como a mortalidade, o livre arbítrio e o ponto de vista do certo e errado em ambos os lados – junto a uma trama investigativa que envolve personagens muito bem adaptados e que emulam sentimentos altamente obscuros ao longo de cada episódio, mas tudo isso não acabou sendo o principal foco dessa adaptação.

A adaptação fica longe da obra original em diversos momentos da história, e apresar de discutir a respeito das decisões feitas por Light/Kira (Nat Wolff), Death Note não consegue achar um caminho para seguir e nem soube manter (ou até mesmo buscar) um tom que seja certo para a narrativa da história, que não consegue dar uma cara própria ao filme – diferente do anime, que conseguia passar em seus episódios.

A narrativa do filme se mostra rápida e despretensiosa, tentando acelerar a trama de um extenso (e bem feito) arco em 100 minutos (1 hora e 40 minutos) de filme. Em menos de 15 minutos de longa, o espectador é apresentado a diversos elementos clássicos de forma apressada e preguiçosa, com medo de se desenvolver mais a fundo e sendo repetida diversas vezes, deixando essas repetições desnecessárias ao pensar que a audiência não entendeu o que foi explicado anteriormente.

O roteiro e a direção desse filme se equivalem na maneira que a trama se desenrola. O roteiro do filme é fraco desde o começo, quando tenta estabelecer seus protagonistas sem ao menos mostrar uma verdadeira motivação por trás, seguindo muito dos clichês mais manjados como desculpas esfarrapadas, e tentando passar um pano por cima de outros motivos. Ao longo do filme, é possível ver como o curto tempo de duração do filme não favorece a história, cortando diversos fatos importantes para a trama e prejudicando a performance dos personagens.

A direção e estética de Adam Wingard (Você é o próximo) também conta como função que prejudica o desenrolar do filme, contando com transições de cena dignas de um filme para a TV e uma mudança do horror para o humor besteirol que também não ajuda na busca de um tom para o longa, trazendo uma direção que aparenta ser bonita, mas procura ser a mais simples possível numa grande história como a de Death Note. O foco principal do roteiro desde o começo do filme é o fraco romance entre Light e Mia, que pouco representa o peso do poder do Death Note na trama, dando início a “história de amor do casal logo nos primeiros 20 minutos do filme; e outra coisa mostrada é que o roteiro não busca ir ao fundo dos personagens, assim como L não funciona com fidelidade na trama do filme, tirando a principal essência do personagem. A inteligência de L e Kira parece ter sido reduzida para se encaixar nos moldes do thriller policial mais básico que a audiência pode esperar.

O elenco desse filme já não é um ponto negativo dá história. Desde o anuncio de um elenco diversificado e ocidental, muitos desconfiavam da capacidade de atuação do trio de protagonistas do longa, o que não foi algo tão ruim para esses três bons atores que foram prejudicados pelo roteiro. O elenco principal do filme – por Nat Wolff (Cidades de Papel), Keith Stanfield (Straight Outta Compton) e Margaret Qualley (Dois caras Legais) – buscam dar o melhor de si com o material dado, mas não conseguem exercer um certo ápice de suas atuações graça aos aspectos de produção de roteiro e direção geral. Mas isso não é sempre assim no filme, já que, em alguns momentos, o uso de plots-devices ajudam os personagens a surpreenderem em suas atuações, como a atuação de Qualley perto do final do filme. E, sem sombra de dúvidas, um dos melhores personagens do fica por conta do Ryuk de Williem Dafoe (A Última Tentação de Cristo), que mostra o quão arrogante e perverso o personagem é capaz de ser vindo junto das melhores cenas do filme.

Ao todo, Death Note toma diversas liberdades sobre a trama do anime que atrapalham demais no movimento da trama. Por mais que aparente necessário apresentar a história para o novo publico, esse recurso tem de melhorar em se fechar direito em sua trama final e dando mais atenção a um roteiro e direção de qualidade.

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Por YAGO CÂNDIDO

Os Defensores | Crítica

Desde o anuncio de sua parceria com a Netflix em 2013, a Marvel buscava expandir o seu universo de heróis. Desde então, o serviço de Streaming mostrou exito com suas produções ao lado da casa das ideias – com séries como Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro (e uma futura série do Justiceiro a caminho) – e agora, na ultima sexta-feira (18), foi lançada uma nova série que reuniu os 4 personagens de suas respectivas séries solos: Os Defensores.

O Estilo de cada personagem:

Quando as quatro séries foram anunciadas e lançadas, a Netflix se colocou a frente de uma grande dúvida vista pelo grande público a respeito de cada um dos shows: “Como  encaixar 4 personagens que, apesar de viverem no mesmo universo, tem estilos completamente distintos uns dos outros num só universo?” 

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Muitos provavelmente tiveram esse tipo de questionamento, já que cada série apresentou um tema diferente utilizando super-heróis – como o racismo, violência urbana, relacionamentos abusivos e amadurecimento – assim como diferentes tipos de narrativa, trilha e peso para suas histórias, e quando a série foi lançada, percebemos que planejaram muito bem essa mistura, apresentado os mesmos elementos vistos nas quatro séries de forma individual no começo do show. As ambientações e as cores serviram de grande recurso para isso, dando um destaque em cada personagem (Vermelho para Demolidor, Amarelo para Luke Cage, Roxo e Azul para Jessica Jones e o Verde para  Punho de Ferro) e quando o time está reunido, tudo isso muda completamente, criando um ambiente único para os quatro trabalharem como uma equipe que está se formando por um acaso contra um inimigo comum.

A trama:

Diferente das outras quatro séries, com 13 episódios em cada uma das temporadas, Defensores contou com apenas 8 episódios. Essa redução torna série mais rápida e a história menos cansativa. Conseguem tambem: amarrar as pontas soltas deixadas por cada série, serve como complemento de cada temporada, indo direto ao ponto – focando na construção e conclusão da trama – e deixando grandes ganchos para as próximas temporadas de cada show.

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O roteiro dos episódios são cheios de clichês e plots que são bastante óbvios para o público, fazendo com que muitas vezes o espectador tenha noção do que vem a seguir muito antes de um personagem fazer tal ação; mas a trama se permite dar algumas reviravoltas surpreendentes e cada conclusão de episódio deixa o espectador com vontade de assistir os próximos episódios sem parar.

A equipe:

Um dos pontos altos de todo o show foi a interação entre os personagens, que demonstraram ter muita química entre si, sem precisar de um alívio comico ou alguma espécie de descontração para forçar a relação, eles se constroem com maturidade e sutileza durante os 8 episódios.

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É notável que o roteiro do show tenha dado um protagonismo maior para Danny Rand/Punho de Ferro (Finn Jones) e Matthew Murdock/Demolidor (Charlie Cox) em certos pontos, já que ambos os personagens – já tem seu histórico de lutarem contra o Tentáculo em suas respectivas séries – mas sem deixarem Luke (Mike Colter) e Jessica (Krysten Ritter) de lado na trama.

Um outro ponto positivo além da interação da equipe em geral foram as interações em dupla, como a relação entre Luke Cage e Danny Rand, algo vindo de anos nos quadrinhos e que após um pequeno vislumbre do bromance entre os dois,  criou-se um hype para uma possibilidade de uma série dos Heróis de Aluguel, clássico titulo da dupla nos quadrinhos.

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A parceria entre Jessica Jones e Matthew Murdock também é um grande acerto para o relacionamento de duplas, aonde é possível ver um equilíbrio de peso e humor para ambos os personagens junto as excelentes atuações de Ritter e Cox no show.

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Finn Jones consegue agradar muitos daqueles que não gostaram de sua atuação em Punho de Ferro até graças a boa direção e o roteiro da série, que tem uma mudança repentina de personalidade – saindo de um personagem dramático para um personagem bem mais humorado e se destacando no grupo perto do final da temporada,  e muito disso se deve a importância dada ao personagem, sendo ele a chave do plano do Tentáculo.

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Todos os personagens secundários também foram muito bem utilizados e tem sua determinada importância em certas partes da trama.

Os vilões:

Os vilões da temporada são muito bem feitos, isso se deve a longa jornada de construção deles desde as duas primeiras temporadas de Demolidor e a primeira temporada de Punho de Ferro, mostrando a ascensão do Tentáculo sobre Nova York.

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E entre esses vilões, mesmo com a maioria já sendo visto nas temporadas solos dos outros heróis, o destaque vem para a personagem de Sigourney Weaver (Alien: O oitavo passageiro), que apresenta uma personagem que começa no primeiro episódio como um grande mistério – tão grande que só sabemos o nome da personagem na trama a partir do episódio 3 -, mas que ao longo dos episódios seguintes, começamos a descobrir o grande passado da personagem e suas motivações.

Outro destaque fica para a transformação de Elektra Natchios (Élodie Young) em algo mais violento e sanguinário que veio após o seu fatídico destino ao final da segunda temporada de Demolidor.

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Assim como Finn Jones, Élodie Young não foi uma atriz muito bem aceita em sua primeira aparição, mas agora ela consegue ser melhor do que no começo de tudo, o que se deve também graças a um bom roteiro e direção, mas a atuação da atriz tem um limite para tudo isso, o que faz com que ela se force muito com suas expressões em certos momentos, tornando-se algo genérico.

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A iniciativa de reunir os personagens deu muto certo, e o final da temporada dá indícios para uma Fase 2 do universo da Marvel/Netflix, o que pode dar um futuro ainda melhor para esses personagens.

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Por Yago Cândido

PN especial sobre Comic-Con San Diego 2017

Fizemos um belo resumo do que rolou na Comic-Con em San Diego neste fim de semana. Confira e fique atualizado.

 

 

Bright – Novo filme exclusivo da Netflix recebe trailer

Dirigido por David Ayers, Bright, novo filme original da Netflix, recebeu nesta quinta-feira um trailer mostrando mais do filme que possuí participação de Will Smith e Joel Edgerton.

Filme ambientado em Los Angeles, mostra uma cidade que tenta se adaptar ao retorno da mágica e aos novos habitantes que vieram juntos, como orcs e elfos.

Com uma atmosfera que remete a obras como Bordertown, antologia de histórias escritas por Terri Windling e Shadowrun, RPG de mesa cyberpunk adaptado como game nos anos 80 e relançado recentemente, Bright chega ao serviço de streaming em 22 de Dezembro deste ano.